terça-feira, 25 de agosto de 2009

Amor Próprio


Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, o meu sofrimento emocional, não passam de um sinal de que estou a viver contra a minha verdade.
Hoje sei o que isso é, chama-se AUTENTICIDADE.

Quando me amei de verdade comecei a perceber como é ofensivo tentar impor os meus desejos a alguém, mesmo sabendo que não é o momento, nem a pessoa está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei o que isso é, chama-se RESPEITO.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje sei o que isso é , chama-se AMADURECIMENTO.

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exacto e que tudo acontecia correctamente. E então pude relaxar.
Hoje sei o que isso é, chama-se AUTO-ESTIMA.

Quando me amei de verdade, deixei de me roubar o meu tempo livre e deixei de fazer projectos grandiosos para o futuro. Hoje só faço aquilo que me dá prazer e me faz feliz, o que amo e faz rir o meu coração, da minha própria maneira e com o meu ritmo.
Hoje sei o que isso é, chama-se SINCERIDADE.

Quando me amei de verdade, livrei-me de tudo o que não era saudável para mim. Refeições, pessoas, coisas, situações e sobretudo, de tudo o que me pusesse constantemente para baixo, me afastasse de mim. Comecei por chamar esta atitude de "egoísmo saudável".
Hoje sei o que isso é AMOR-PRÓPRIO.

Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre a razão e , com isso, errei muito menos vezes. Hoje sei o que isso se chama HUMILDADE.

Quando me amei de verdade, desisti de continuar a reviver o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, mantenho-me no presente, que é onde TUDO acontece. Hoje vivo um dia de cada vez e chamo a isso PLENITUDE.

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode atormentar-me e decepcionar-me. Mas, quando a coloco ao serviço do meu coração, ela torna-se uma grande e valiosa aliada. A esta ligação chamo hoje INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.

Já não precisamos de temer discussões, conflitos e problemas connosco e com os outros, pois até as estrelas chocam por vezes e criam novos mundos. Hoje sei que ISSO É VIDA!

Charles Chaplin.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O amor em tempos de cólera.

Em determinados momentos da vida é bom reler livros que foram significativos e que sempre adquirem um significado diferente a ler. Estou a reler o livro da minha vida e volvidos tantos anos assumiu contornos que encaixo perfeitamente na minha vida.

"Então, Lorenzo Daza encostou-se para trás na cadeira com as pálpebras avermelhadas e húmidas, e o olho esquerdo girou na sua órbita e ficou torcido para fora. Também baixou a voz.
- Não me obrigue a dar-lhe um tiro- disse.
Florentino Arizo sentiu que as entranhas se lhe enchiam de uma espuma fria. Mas a voz não lhe tremeu porque também ele se sentiu iluminado pelo Espírito Santo.
- Dê- mo- disse, com a mão sobre o peito. Não há maior glória que morrer por amor. "

Revejo esta situação vivamente. Houve um momento bem marcante na minha vida, que se passou o mesmo que está relatado e pela única vez na vida, eu soube: Estava disposta a morrer por amor.
A glória não a senti. Senti muita repulsa. Senti que era uma mosca que seria esborrachada,sem contemplações e piedade. Mas, sentia que tinha a dignidade e a grandeza do amor.E isso ninguém consegue bater e exercer violência. Eu fui violentada e não há nada pior do que isso.

" Uma noite regressou do seu passeio diário perturbada pela revelação de que não só se podia ser feliz sem amor como também contra o amor. "