
Há simples histórias que nos trazem ensinamentos grandes. E hoje, ao explorar uma história de Literatura para a Infância, retirei ensinamentos para o momento que atravesso na vida.
A história é de António Torrado e passo a mencionar o essencial ( pelo menos para mim é).
A história é de António Torrado e passo a mencionar o essencial ( pelo menos para mim é).
"Era uma vez uma castanha que estava como as outras, pendurada num castanheiro. Chegando o tempo, as castanhas amadurecem e caem por si. Só que esta não caiu. ... A tímida e teimosa castanha desta história a tudo assistia do seu mirante e não gostava.
- A mim não me levam eles- dizia.
Era a única que sobrava no castanheiro. As folhas a fugirem das árvores, sopradas pelo vento, e ela a afincar-se ao ramo, com unhas e dentes... Sozinha, desabrigada, não estava feliz. Nem infeliz. Sentia até uma ponta de orgulho por ter conseguido resistir tanto tempo. Um sabor de vitória que a ouriçou toda. ...
Debruçou-se do ramo mais e mais. A madeira estava a arder estalava, mesmo por baixo da castanha, a última. O fumo entontecia-a. E se fosse ver de perto o que se passava? Foi . Caiu. E a história acaba aqui. Paciência . É o destino das castanhas. "
A história resume perfeitamente o que se passa na minha vida. Julguei ser forte e aguentar-me no castanheiro e lutar pelos meus sonhos, pelos meus objectivos, para ser feliz. Tal como a castanha, fiquei só, desabrigada; mas nos momentos iniciais foi excitante e estimulante. Depois veio a solidão, a mágoa, a sensação de ser igual a tantas outras castanhas, que são desouriçadas e atiradas para o chão.
Cai. Quis ir ver como era e cai. Paciência. É o destino de ser castanha!!
Quem nasceu para lagartixa, nunca chega a jacaré.

Sem comentários:
Enviar um comentário